Chegada a Paris e visita a Normandia + vlog

Em 03.07.2016   Arquivado em Eurotrip, Normandia, Paris, Viagem para Normandia, Viagens

Eurotrip

YAY! E foi dada a largada para os posts e vlogs da viagem! Em Janeiro eu e meu namorado realizamos nosso primeiro grande sonho: conhecer Paris, Londres e tantos outros lugares lindos e inesquecíveis. Como falei nesse post aqui, nós decidimos viajar meio em cima da hora, mas mesmo assim tivemos tempo suficiente para pesquisar o que iriamos incluir no roteiro, que foi basicamente Paris (e suas atrações mais famosas), Normandia (região de Bayeux e Omaha) e Londres (indo nas atrações principais que se pode ver em um dia).

Saímos de São Paulo no dia 26 de Janeiro e chegamos a Paris dia seguinte, porém assim que desembarcamos veio a surpresa: os taxistas estavam em greve. Gente, quando forem visitar a cidade luz pesquisem todos os meios de transportes possíveis, pois eles fazem muitas greves lá, então depender de qualquer tipo de transporte sem ter uma segunda opção em caso de emergência vai deixar você super nervoso (assim como nós ficamos). O aeroporto tem wi-fi grátis, mas no desespero eu sinceramente não me lembrei de chamar um Uber. Depois de dar várias voltas no aeroporto e tentar entender qualquer coisa do francês nós decidimos arriscar e pegar metrô (sim, com mala e tudo). Uma funcionária super fofa do aeroporto nos ajudou muito, ela digitou no celular dela o endereço da nossa hospedagem e sinalizou no mapa do metrô quais eram as estações que deveríamos descer para fazer a baldeação, e nos ajudou a comprar o ticket do metrô (existem guichês para compra dentro do aeroporto mesmo). E lá fomos nós, na cara, coragem e medo (hahaha) desbravar pela primeira vez Paris. Vale citar que uma coisa absurda em Paris é que no metrô não existem entradas especiais para cadeirantes, ele é uma cidade embaixo da terra com escadas grandes e pequenas, e nós tivemos que subir e descer por elas com malas mega pesadas :S .

Depois de nos situar e começar a entender o esquema de baldeações e estações (é MUITO fácil), saímos na última estação indicada pela funcionária fofa do aeroporto. Qual não foi minha surpresa quando ao sair do metrô avistei pela primeira vez a Torre Eiffel? Uma lágrima caiu do meu olho e eu fiquei ali, admirando sua beleza. Aproveitei que estávamos mega perdidos e com medo de pedir informação e fui em uma loja da Orange que ficava na esquina de onde estávamos para comprar um chip de celular pré-pago e usar a internet para descobrir através do Google Maps para onde deveríamos ir. Mesmo esgotados de cansaço fomos comprar comida no Monoprix (uma rede super legal que tem lojas espalhas por toda Paris) e logo depois de comer fomos andando até a Torre Eiffel que ficava pertinho de onde estávamos e nossa! Como pode ser tão linda? Chegamos bem no horário em que ela brilha e fica piscando, simplesmente uma coisa única de se ver. Passeamos um pouco aos pés dela, fomos no rio Sena e ai decidimos voltar e dormir, pois o dia seguinte seria incrível: visitaríamos a Normandia!

Omaha Beach e Bayeux

Nós incluimos a Normandia em nosso roteiro pois meu namorado é apaixonado por histórias de guerra, e aquela região foi simplesmente o começo da “queda” do Hitler na segunda guerra mundial. Nós compramos as passagens de trem de Paris (Saint Lazare) para Bayeux ainda no Brasil e levamos impressa (precisa ser impressa, tá gente?). A viagem demora um pouquinho, então você pode aproveitar para dormir, trabalhar, etc.

Ao chegar em Bayeux pegamos um táxi que nos levou para a praia de Omaha, que foi o ponto principal de nossa visita a Normandia. Ali pude admirar o famoso Canal da Mancha e me perguntar como a alguns anos atrás aquele mesmo ponto foi palco de tantas mortes, violência e sonhos perdidos pelo corajoso e nobre ato de defender o mundo da tirania de Hitler. Eu que nunca fui fã de nada relacionado a guerra precisei assistir documentários, e indico também o filme O resgate do soldado Ryan. Em Omaha nós visitamos o cemitério dos soldados americanos que morreram ali, e sério: que lugar é esse? Tão lindo e tão triste ao mesmo tempo.

Nossa visita a Omaha foi em uma quinta-feira, e fora o cemitério a cidade estava completamente vazia e sem nenhum estabelecimento aberto, nossa sorte foi que levamos um lanche senão teríamos passado mal de fome e sede. Lá não passa praticamente nenhum carro, e as pessoas aparecem tão rápido e somem tão rápido que até parecem fantasmas, rs. Depois de chorar de desespero por não achar um táxi sequer, tivemos a ideia de voltar ao cemitério americano de Omaha e perguntar se alguem sabia onde poderiamos achar um táxi (eles falam em inglês). A moça que trabalha lá foi muito atenciosa e nos chamou um táxi de volta a Bayeux, então ai vai outra dica essencial: quando você desembarcar em Bayeux combine com o taxista que te trouxe se ele pode te buscar em Omaha depois, dessa maneira você não precisa fazer igual a mim que fiquei com medo e achando que teria que morar nos bunkers dos alemães na praia, hahaha. De tanto andar pela cidade, montes e praia a procura de alguém, acabei ficando com muita dor na perna e comprometeu todos os planos que teríamos para os próximos dias pois fiquei mancando sem parar, nunca tive tanta dor assim…sinceramente não sei como não rompi um ligamento :S .

Ao voltar de Omaha para Bayeux passeamos por lá e conhecemos a igreja de Notre Dame da cidade, além de passear por suas ruas que mais parecem casas de filme. Ali também tudo estava fechado e só achei uma lojinha de souvenirs aberta para comprar alguma lembrança. Depois disso decidimos sentar em um banquinho para descansar até dar a hora do nosso trem de volta a Paris. Apesar de toda essa aventura, stress e dor, foi uma experiência inesquecível e que vou aproveitar muito mais em uma próxima oportunidade com certeza!

Omaha Beach e Bayeux

Mas agora chega de falar, né? Se você leu o post até aqui então merece um vlog para poderem ver de perto tudo o que sentimos! Espero de coração que gostem, meus amores!

Dicas principais:

  • Sempre tenha uma segunda opção de transporte em mente, baixe todos os aplicativos possíveis para o seu celular ainda no Brasil e utilize lá (Uber nos salvou muito em Paris!).
  • Até 24 anos você paga uma espécie de “meia entrada” na maioria dos lugares como metrô e museus.
  • O metrô de Paris é fácil de usar, incrível e super sinalizado, porém não existe acesso para cadeirantes :( . Você pode comprar bilhetes para todas as zonas de Paris assim que entrar em qualquer metrô.
  • No aeroporto e na maioria dos locais as pessoas falam inglês e não são rudes como ouvi, são apenas mais reservadas.
  • Compramos o chip de celular na loja Orange, que tem várias unidades espalhadas pela cidade.
  • O Google Maps é o aplicativo que você mais vai usar em toda a viagem, escute o que eu digo!
  • Para ir de Paris a Bayeux nós compramos os bilhetes pelo site Rail Europe, o preço varia e é preciso pesquisar os melhores dias para viajar (nós fomos em uma quinta). A viagem dura 2 horas aproximadamente.
  • Em Bayeux combine com o taxista para te levar a Omaha Beach e te buscar lá também em determinado horário (eles falam inglês), a cidade é completamente deserta. Vale levar um lanche reforçado e àgua também.
  • Se você não gosta de guerra (assim como eu), antes de ir para a Normandia assista a documentários e filmes.
  • E ai, vocês gostaram do vlog e do post? Quero saber de tudo, viu? O próximo post mostrará um pouco mais de Paris, aposto que vocês vão amar :) .

    Beijos, Gabi.

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    Nada é tão nosso quanto os nossos sonhos

    Em 17.02.2016   Arquivado em Coisas da vida, Londres, Paris, Viagens

    Essa frase que está no título conheci através da Bianca Andrade e nunca fez tanto sentido para mim como agora. Sei lá…dá pra acreditar que a exatamente 21 dias atrás estava embarcando com meu namorado para a primeira grande viagem de nossas vidas? Puxa, como o tempo passa rápido! É óbvio que já viajamos diversas vezes e todas as vezes foram incríveis, mas atravessar o oceano e presenciar toda uma cultura nova (com uma lingua nova), não tem comparação. Arrisco dizer que dinheiro nenhum paga o que vivemos nesses nove dias. E como já imaginei que aconteceria, estou completamente apaixonada por viajar.

    Para mim o gostinho de viajar foi mais especial ainda (aliás, para o meu namorado amado também). Nós nunca ganhamos nada de mão beijada, tudo o que temos foi fruto da luta de nossas famílias e, posteriormente, da nossa luta. Nunca fomos ricos, tudo o que temos e conquistamos é fruto unicamente do nosso trabalho, então realizar uma viagem dessas não era apenas uma felicidade nossa, mas sim de toda a nossa família. Nós voltamos da viagem encantados, apaixonados, com milhares de planos e um brilho nos olhos, uma vontade de querer viver essa sensação eternamente.

    Conhecer Paris, Normandia (região noroeste da França) e Londres (siiim, fomos para Londres! Mas era surpresa e não contamos para ninguém, hahaha) foi uma primeira experiência incrível se tratando de uma viagem internacional. Só quando viajamos a gente percebe o quanto não sabemos nada sobre o mundo, como existem culturas diferentes das que conhecemos. Como pode existir tanta mudança de costumes não só internacionalmente, mas sim de cidade para cidade (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina…)? Viajar é o único modo de enxergar o mundo “fora da caixinha”, de não ler apenas em livros, de viver algo real e palpável.

    Enquanto eu via a queima de fogos no show de encerramento da Disneyland Paris e também no último dia que visitamos a Torre Eiffel eu desejei uma coisa e afirmei outra: desejei que todos do mundo pudessem ter a chance de viver o que vivemos e afirmei que em breve voltarei para a cidade luz. Curiosamente assim que chegamos no Brasil, tipo no dia seguinte mesmo, já estávamos pesquisando outros destinos e preços para viver a sensação incrível de novo. Engraçado que agora os planos se bagunçaram, estou com vontade de conhecer lugares que antes nem sonhava (Fiz até um post no ano passado falando sobre os destinos que queria conhecer). Dois deles realizei :) , mas a maioria mudou! A única vontade que prevaleceu é ir para as terras do tio Sam e conhecer Las Vegas, e ai aproveitar e ir para Los Angeles, ir na Disneyland, Universal e museus de lá…poderia até passar por Memphis (ai, Elvis!) e poxa! Quantos destinos e coisas bacanas pra fazer! Apesar disso tem a minha querida e amada europa, com lugares como Portugal e suas cidades maravilhosas, Alemanha, Holanda… ai meu coração!

    Por enquanto ficamos apenas nos planos das viagens e preparativos do visto americano e outros documentos (conto em breve no blog), porém já deixo avisado que vloguei muita coisa da nossa #eurotrip pra vocês :) , mas como avisei em alguns posts atrás vou fazer um novo canal no Youtube para o blog, então os vídeos sairão apenas quando já estiver tudo ok, combinado? Consequentemente as fotos e dicas da viagem demorarão um pouco para entrar no ar, mas prometo não demorar muito. A única coisa que peço é a paciência de vocês (mais uma vez, :( ) pois este será meu último semestre na faculdade e a banca do TCC vem ai. O bom é que depois que tudo passar terei milhares de posts e conteúdo para vocês, não é?

    E para fechar o post eu compartilho um pensamento: Caramba, como é bom realizar um sonho! Como eu fico feliz em ver as pessoas realizando seus sonhos! Às vezes a gente acha que o que queremos nunca vai acontecer, mas com fé em Deus, muita disciplina, organização e objetivos traçados dá sim para correr atrás de qualquer coisa. O céu é o limite para quem sonha. Seja lá qual for seu sonho, corra atrás dele.

    Paris

    Bonjour et au revoir, Gabi.

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